quinta-feira, 20 de novembro de 2014

Os sons do espanhol




A Fonética descreve os aspectos articulatórios e as propriedades físicas de todos os sons que ocorrem na produção linguística. Preocupa-se com a parte significante do signo linguístico e não com o seu conteúdo; como os sons são produzidos pela posição e função de cada um dos órgãos do aparelho fonador (língua, lábios…)



    Exemplo:



        Distorção do /s/;

        Diferença entre /d/ e /d^z/



A Fonologia estuda o sistema sonoro de um idioma, do ponto de vista de sua função no sistema de comunicação linguística. A fonologia se preocupa com a maneira como eles se organizam dentro de uma língua. Estuda também a estrutura silábica, o acento e a entonação.



    Exemplo:



        Troca de /v/ pelo /f/ = vaca – faca



A Fonética estuda o som oral materialmente, sua unidade de estudo é o fone. A Fonologia estuda o fonema funcionalmente, sua unidade de estudo é o fonema.



O inventário de fonemas do castelhano é menos rico do que o do português, talvez por isso seja mais difícil para os falantes de espanhol entender o português falado do que a situação inversa. Para os falantes de português é mais fácil entender os falantes de espanhol porque na língua portuguesa utilizamos todo o elenco de sons do espanhol.



O português utiliza mais sons que o espanhol. Por exemplo, apresenta 5 vogais e 12 realizações desse conjunto (som orais, nasais e sons abertos de vogais como “e” e “o”). Além disso, o português apresenta casos de consoantes com até 4 sons distintos (o /x/ por exemplo em sexo, exato, exceto, caixa).



Os sons do espanhol



O "c" (la ce), quando acompanhado de "e" ou "i" (exemplo: ce, ci), pronuncia-se, só na Espanha, com a língua entre os dentes como o " th" do inglês na palavra "thanks" ou "with". Na América Latina tem o som de "s" em palavras como cielo ("sielo") ou cero ("sero"), corresponde ao som suave do nosso cê-cedilha "ç".



O "ch" (la che) corresponde ao som formado em português pelas letras "tch".



O "g" (la ge), quando acompanhado de "e" ou "i" (exemplo: ge, gi), é gutural, parecido com o "r" dobrado do português.



O "h" (la hache), jamais é pronunciado em espanhol.



O "j" (la jota), tem um som aproximado ao do "r" em português, porém menos gutural.



O som correspondente "ll" (la elle), em português é "lh"; porém em pouquíssimos lugares é pronunciado desta forma.



Dependendo do país, essa letra pode ter três sons diferentes, todos corretos. Vejamos, por exemplo, a pronúncia da palavra calle (rua).



No centro da Espanha, pronuncia-se do mesmo modo que o "y" seguido de vogal, em português o som é semelhante a "dj" ("cadje").



Na Argentina, Uruguai e regiões limítrofes pronuncia-se como "cache".



Em alguns lugares da Espanha e em alguns países da América Latina pronuncia-se "cáie".



O "ñ" (la eñe) pronuncia-se como "nh" português.



O "q" (la cu) nunca vai seguido de "ua" ou "uo". Portanto para dizer "quadro", "quatro", "quando", "quota", etc, deve-se utilizar o "c" (la ce) . Exemplo: cuadro, cuatro, cuando, cuota, etc.



O "r" (la erre), é vibrante quando seguido de vogal no início da palavra (ratón, rei, río, ropa, ruta, etc.) ou quando aparece duplicado no meio da palavra (perro, carro, erre, etc) não é gutural como em português. Pronuncia-se fazendo a língua vibrar multiplamente nos alvéolos atrás dentes superiores interrompendo a passagem do ar. O "r" simples seguido de vogal no meio da palavra pronuncia-se suavemente como em português (pera, loro, cera, etc.). Quando aparece depois de vogal pronuncia-se como nosso "r" paulista ou paranaense (puerta, cerca, barco, etc.).



O "s" (la ese), sempre tem o som do nosso "ss" (casa, peso, paso, etc.). Na escrita nunca se usa duplicado como em português.



O "v" (la uve) pronuncia-se em espanhol como a letra "b" (la be) cujo som corresponde ao "b" português. Exemplo: vaso (copo) pronuncia-se "basso".



Quando esta letra se encontra entre duas vogais o som da mesma deixa de ser explosivo para tornarse muito suave. Pronuncia-se, nesse caso, com os lábios entreabertos.



O "x" (la équis) Em início de palavra ou diante de consoantes, possui som de "ss". Exemplos: extraño (“estranho”), explicar (“explicar”), xilófono (“silófono”). Quando for seguida por vogal (mesmo quando antecedida de "h"), possui som de "ks". Exemplos: examen (“eksame”), exhibición (“eksibición”). Em alguns topônimos e sobrenomes de origem pré-colombiana, pronuncia-se como "j": México (pronuncia-se “Méjico”), Texas (“Téjas”), Oaxaca (“Oajáca”), Xalapa (“Jalápa”), Ximenez (“Jiménez”).



O "y" (la i griega o la ye) pronuncia-se da mesma forma que a letra "ll" (la elle) com as variações correspondentes aos diferentes países acima especificados. Pronuncia-se como "i" em ditongos e tritongos ao final da palavra (soy, hay, rey, ley, buey, etc.)



O "z" (la zeta), em toda América Latina, pronuncia-se sempre como nosso "ss". Na Espanha o som corresponde ao "th" do inglês na palavra "thanks" ou "with".


Em outro artigo falarei dos sons do espanhol que os brasileiros têm maior dificuldade para reproduzir.

Para acessar a tabela fonética do espanhol oferecida pela Universidade de Uiowa, clique aqui




 

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